Matéria publicada em 28/09/2017 às 20:48:41

Fonte: folha do sul online

DETALHES: Rapaz confessa ter matado namorada com tiro acidental

O rapaz que matou com um tiro no rosto a namorada Jaqueline Fagundes de Souza, 20, no dia 24 de agosto, em Vilhena, disse que a morte da garota foi acidental. A versão dele foi dada em depoimento no Hospital Regional de Cacoal, onde o suspeito está internado, após um assalto frustrado na cidade de Rolim de Moura.

De acordo com o delegado vilhenense Núbio Lopes de Oliveira, que fez o interrogatório, Roberson R.L.S., hoje com 20 anos, alegou que a pistola 9 mm que provocou a morte, teria disparado acidentalmente.

Ele contou que estava manuseando a arma com a namorada deitada em seu colo, quando o tiro “escapou”. A bala que estava no cano da arma entrou pelo alto da cabeça saiu pela bochecha da vítima.

Sobre o fato de ter tentado se livrar do corpo, o rapaz justificou: teria ficado desesperado após o ato e, com a ajuda de um amigo (o mesmo que morreu no assalto em Rolim), levou o cadáver até a área rural de Vilhena, onde ele foi “desovado”. 

Sobre o fato de o celular e o dinheiro que estavam com Jaqueline terem sumido, Roberson apontou o comparsa morto pela PM como suspeito. Ele relatou ainda que, após o disparo e de se livrar do corpo, limpou o sangue que havia ficado na casa da mãe, onde aconteceu o crime.

O delegado disse que, na noite anterior ao episódio, a garota assassinada havia ido ao encontro, mas sem avisar ninguém sobre o paradeiro, conforme havia pedido Robinho. “Como ele temia ser localizado e preso, pois estava com mandado em aberto, recomendou que a moça não falasse com ninguém sobre o encontro”.

O delegado, que apurou o caso e indiciou o jovem por homicídio, furto qualificado e ocultação de cadáver, informou que ele será recambiado para Vilhena tão logo receba alta hospitalar.

Perícia desmente

Em contraste com a alegação de Roberson, de que não teve a intenção de fazer o disparo, o laudo emitido pelo médico legista aponta que a morte de Jaqueline foi provocada por um “tiro de encosto”, ou seja, o cano arma da arma estava colado na cabeça dela. Com isso, ele deverá ser julgado também por feminicídio.

 
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